24/Janeiro/2018

Samae recolhe cerca de 350 toneladas de resíduos recicláveis por mês

Reciclagem beneficia mais de 40 famílias de cooperados


Editora do Cidade Plural/Estudante de Jornalismo na Furb

 

 

Após a enxurrada do dia 16 que causou estragos e alagamentos em Blumenau, uma imagem impactou a cidade. A quantidade de lixo misturada com galhos entulhados embaixo da ponte que interliga a rua Almirante Tamandaré com a Alberto Stein indignou alguns leitores do Cidade Plural. Veja a imagem aqui

A coluna do dia 17 chamava atenção para conscientização ambiental, porque o lixo não caiu do céu.

Pois bem, após algumas críticas ao poder público e como era feita a coleta seletiva na cidade, procurei a Gerência de Resíduos Sólidos para saber como funciona:

  • Na área central da cidade existem mais de 200 contêineres que distinguem lixo comum do lixo reciclável. Cabe a população separar no momento do descarte. O Samae disponibiliza neste link a lista do que pode ser reciclado. As demais áreas devem separar em sacolas.
  • No momento da coleta, ambos são misturados, porém, quando chega ao à Cooperreciblu, é separado manualmente pelos cooperados.
  • Após a coleta, os materiais recicláveis são destinados à cooperativa de catadores, localizada na rua Engenheiro Udo Deeke, 430, fundos do Terminal do Aterro.
  • O Samae recolhe aproximadamente 350 toneladas por mês de resíduos recicláveis, que são entregues à Cooperativa, para triagem e comercialização.
  • O valor arrecadado com a comercialização, por parte da cooperativa, é destinado exclusivamente, através da gestão da mesma, para a geração de emprego e renda de seus cooperados.
  • Com isso, o Samae desenvolve  uma política pública socioambiental, beneficiando mais de 40 famílias de cooperados, que retiram da reciclagem o sustento.

A minha defesa final é: Trabalho correlacionado. População e gestão municipal devem agir juntos.

 

EXTENSÃO: 

Porto Belo lançou a campanha “Bitucas não são sementes”, pois nas primeiras três semanas do ano cerca de 2,6 mil resíduos foram recolhidos na praia.

A ingestão dos pequenos detritos sintéticos é hoje a segunda maior causa da morte de animais marinhos, atrás apenas da pesca comercial.

A campanha reforça que bitucas, além de prejudicar o meio ambiente, já que levam muitos anos para se decompor  e ainda liberam toxinas na terra.

Idealizado em três idiomas (português, espanhol e inglês), o material está exposto nas cadeiras de praia, mesas e placas espalhadas pela ilha.

Também foram instaladas bituqueiras, para recolhimento e descarte adequado dos resíduos de cigarro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *