05/Maio/2016

Aumenta a mobilização pela figueira do Victor Konder

Eventos diários, pressão pela internet e até um vamo siuní estão sendo marcados


redacao@cidadeplural.com.br

figueira

Depois da polêmica sobre o TAC que previa o corte de uma figueira no bairro Victor Konder, a Prefeitura de Blumenau se manifestou pela internet:

Em relação ao corte da árvore localizada na Rua Heirinch Hosang, no bairro Victor Konder, a Prefeitura de Blumenau, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema), esclarece que se trata de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) expedido pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina. A decisão partiu da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, pela promotora Monika Pabst.
O TAC foi encaminhado para o condomínio no dia 13 de abril, que repassou a demanda para a construtora responsável. Diante da exigência do Ministério Público, a Faema autorizou a remoção da árvore na última terça-feira, dia 3 , que será feita pela construtora. O presidente da Fundação, Fernando Leite, esclarece que a decisão não partiu da Faema e a realização da retirada da árvore também não é de responsabilidade da entidade.
O presidente ainda explica que todas as podas de árvores no município passam pela avaliação e aprovação da entidade. Porém, neste caso, a Fundação apenas cumpriu o que foi exigido no Termo de Ajustamento de Conduta.

O posicionamento do Executivo, no entanto, não agradou àqueles que defendem a permanência da figueira no bairro. As mobilizações só aumentam.

Um evento no Facebook chamado + Amor pela figueira do Victor Konder já conta com mais de 130 participantes. A página incentiva pessoas a deixarem cartazes no local contra o corte, publicação de fotos e outras ações de mobilização.

A rede Minha Blumenau lançou uma campanha no aplicativo panela de pressão contra o movimento. O pedido é para o secretário de Planejamento, Juliano Gonçalves e para o presidente da Faema, Fernando Leite, para que eles impeçam o corte. No momento da publicação desta matéria, 185 pessoas já tinham assinado a petição virtual.

E o movimento independente Vamo Siuní também entrou na mobilização. O Vamo Siuní foi criado como uma ocupação territorial da prainha, abandonada pelo poder público e teve uma edição no terreno no antigo Frohsinn, na época também abandonado. Desta vez, a ideia dos mobilizadores é levar arte e cultura para a ciclovia da Heinrich Hosang, que fica na frente do prédio onde está a figueira. O Vamo Siuní será na quarta-feira (11), a partir das 18h.

 

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