24/julho/2016

Volta da Prainha: ainda há muito o que fazer

O espaço é fundamental para o lazer na cidade e precisa de muitos ajustes


Jornalista, editor do Cidade Plural

A Prainha voltou e o Vamo Siuní está de volta. Os coletivos da cidade organizaram seu primeiro grande evento no espaço desde que as máquinas das obras da Margem Esquerda deixaram o local. Um pequeno Vamo Siuní chegou a ser marcado no dia 12 de junho, mas o 23 de julho foi a grande data.

A iniciativa foi dos coletivos da cidade que estão se organizando em uma rede de contatos interessante: Minha Blumenau, ABC Ciclovias, Coletivo Feminista Casa da Mãe Joana, Vamo Siuní, Trupe Perambula, Grupo Capivara Cultura Rítmica e Sinergias Urbana são algumas das entidades envolvidas. Ao longo dos últimos 40 dias, essa rede vinha organizando o 23 de julho, o dia em que os voluntários colocariam a mão na massa para revitalizar o local.

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Durante a semana, a Prefeitura de Blumenau decidiu agir. Eles começaram a revitalização do local colocando gramado e fazendo uma limpeza mais séria no espaço. Uma obrigação do Poder Executivo mas que gerou dúvidas entre os participantes deste sábado. Alguns entenderam o gesto da Prefeitura como uma forma de impedir que a rede de coletivos ficasse com os créditos da revitalização, pois foi assim que parte da imprensa blumenauense noticiou. Outros viram na revitalização em cima da hora um ato puramente eleitoral.

Independente das motivações, a ação da Prefeitura foi positiva para quem foi a Prainha apenas para lazer e não pela mobilização para revitalizar o espaço. Um bom público foi registrado, principalmente no final da tarde. Grupos musicais como o Capivara Cultura Rítmica se apresentaram no palco montado ao lado da Concha Acústica. O coletivo feminista Casa da Mãe Joana promoveu uma oficina de bonecas Abayomi em comemoração ao dia da mulher afro latino-americana e caribenha.

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Muitos vieram de bicicleta para o local. Casais levaram os filhos, animais de estimação, outros montaram piqueniques no gramado recém colocado. Um food truck se instalou na entrada da Prainha e pilotos de jet ski completavam a paisagem no fundo.

No início da noite, além de uma mostra de cinema que foi montada no local, uma fogueira foi feita mais próximo ao rio deixando a paisagem ainda mais bonita.

Dengue e estacionamento

O artista Luís Guilherme Holl tocou no começo da tarde em um palco improvisado ao lado da Concha Acústica, interditada pela Prefeitura na semana por problemas na estrutura. Antes do show, Holl afirmou que os participantes do evento descobriram um reservatório de água parada em cima da concha, que eles agiram para eliminar. “Era o maior criadouro de dengue da cidade”, afirmou.

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Outro ponto que chamou a atenção dos organizadores do evento foi o estacionamento aberto no local. Para a maioria dos entrevistados pelo Cidade Plural, a área ficou grande demais e ocupou um espaço que poderia ser usado para a prática de esportes.

“Para que um estacionamento tão grande se há muitas vagas em cima, nas ruas? Nós fizemos um projeto que previa apenas algumas vagas, paga carga e descarga de materiais em eventos e serviços de emergência. Isso foi desnecessário e tirou espaço”, criticou Amanda Tiedt, da Rede Minha Blumenau.

Giovanni Ramos
Jornalista, editor do Cidade Plural

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