30/abril/2018

TedxBlumenau: ação e reação

Confira alguns pontos principais do evento fora da caixa


Editora do Cidade Plural/Estudante de Jornalismo na Furb
Qual a próxima conversa que temos que ter com a cidade? Essa é a pergunta pontapé do movimento TEDx.

Em Blumenau, o evento acontece há quatro anos. Atualmente, reúne 32 organizadores voluntários. Na edição de hoje, dia 29, speakers de cinco estados diferentes, plateia de 300 pessoas, que ia de 11 até 78 anos. Dessas 300, 70% eram mulheres. O tema: Paradoxos. A novidade? Dois intérpretes de libras. Ao head da parada Humberto Cardoso Filho e ao evento, meus parabéns.

O objetivo do movimento mundial é divulgar ideias que merecem ser compartilhadas.

Lembrando que, o evento foi transmitido ao vivo e pode ser assistido clicando aqui

Eu anotei algumas coisas eu achei interessante não necessariamente citando todos speakers, confira abaixo:

  • A abertura e mediação foi feita por Pedro Ceron.
  • Ana Cortat: Falou sobre o medo de que as coisas faltem, relacionando com o tipo de resíduo que estamos produzindo agora. Tudo no contexto do mundo em que vivemos atualmente. Ela diz: “É preciso olhar para dentro. É preciso recriar contextos a partir das coisas que você produz, considerando velocidade, impacto, limites e consequências”. Quem nós realmente somos? No decorrer da fala, Ana salientou que nós estamos despertando para novas realidades, que não são novas no sentido de criação, mas sim, de aparição. Enquanto isso acontece, seguimos fazendo revoluções. Co-criamos o mundo. Por isso, é muito importante perguntar: que tipo de resíduo estamos produzindo agora?
  • Renata Basílio: Contou sua história de vida, sobre o pai sofrer de alcoolismo e como isso impactou na vida dela. A partir da carreira de gestão de pessoas, ela analisou o impacto de lideranças nos colaboradores e percebeu que eram as mulheres que ela tinha na família que a fortalecia pra seguir em frente de maneira positiva. Com isso, reuniu sua mãe, tias, sobrinhas, cunhada e lançaram o livro “Entre pétalas e raízes”.
  • Diego Porbst infelizmente teve um problema de saúde e foi através de um áudio gravado que ele passou sua mensagem. Enquanto isso, o intérprete de libras estava atuando no tapete mágico. A fala foi sobre comunicação. Muito além de línguas, ele se interessou a aprender libras. O objetivo era uma comunicação mais humana: “A língua de sinais é rica. Aprendê-la abriu meu coração e mente para outras pessoas. Minha fala tem a ver com o poder do silêncio e uma língua que está em constante movimento, literalmente”.
  • Thainaah Reis: Falou sobre a sua solução para pessoas que não tem acesso a sistema bancário, principalmente em regiões rurais. Ela criou o primeiro website aos 12 anos de idade. Destacou que a tecnologia mudou sua vida. Então, criou o Moeda, uma plataforma bancária alternativa.
  • Luis Magallhães: Morou 14 anos na Austrália. Conheceu um Robert Morgam, que trabalhou na fazenda de ostras da família. O garoto tinha dislexia, mas, ao mesmo tempo ele tinha um dom. Ele percebeu que a parafina, derivado do petróleo, filamentado com nano minerais, era o elemento para tratamento de água e efluentes. A partir de uma placa, as bactérias benéficas cresciam e tratavam a água. O estudo foi considerado revolucionário. Atualmente a tecnologia está sendo usada em 10 países em diferentes aplicabilidades. No Brasil, está em fase de teste em Minas Gerais, numa região que foi atingida pelo desastre de Mariana. Quero aqui, com esse depoimento, instigar nosso poder público a refletir sobre práticas eficientes e sustentáveis no tratamento da água. Quem sabe essa não seria uma alternativa? Investimento? Afinal, o Brasil ainda possui cerca de 100 milhões de pessoas sem acesso ao saneamento básico.
  • João Souza: Criou a Favela, uma espécie de incubadora que fomenta a inovação e empreendedorismo numa favela em Belo Horizonte. Ele fala que empreender na favela é um ato político e a sua luta constante é tentar inverter a lógica, mostrando o potencial de ideias que as pessoas tem lá. São 4 meses de mentorias, além de cursos de curta duração. Ele termina o talk ousadamente dizendo que “A próxima inovação disruptiva será favelada com certeza”.
  • Ariane Santos: Se reconectou com o mundo através do artesanato investindo inicialmente R$ 30. Foi convidada para produzir brindes para a Copa do Mundo 2014 e, a partir de uma reportagem, outras mulheres abraçaram a ideia e hoje trabalham com arte. Atualmente, são cerca de 200 mulheres.
  • Alex Bretas: Educação fora da caixa. Como fazer as coisas acontecerem a partir do empreendedorismo? Explicou o doutorado informal, que consiste no conceito Capes: curiosidade, autonomia, percurso, entrega e sabedoria. Ele destaca que a ideia é “Negar a forma e dá a forma”. Mas qual a forma? A resposta é co-viabilização. Ou seja, como aprender algo que nos fascina? Através de oficinas, entrevistas, workshops etc. Como sustentar isso? Através de financiamento coletivo ou parcerias. Mas a questão gira em torno da seguinte pergunta: O que vamos entregar?
  • Ernesto Abud: Falou sobre o fracasso. Temos que entender os pontos e ciclos que nos fazem fracassar. Como pensar fora da caixa e como sair do sistema. Criar novos formatos. Ele destaca:  “Se você quer o novo, tem que se desapegar do que tem e o que mais ama. Se você quer o inédito, tem que se desapegar do adequado. Caminhos de sucesso são previsíveis. Caminhos do fracasso são mais diversos”.

Esses foram os speakers que mais me interessaram. No início da matéria deixei o link para acesso aos vídeos da edição.

Quero destacar a dimensão do evento também: Marcas de renome e locais apoiando, uma baita experiência com outras pessoas, recepção calorosa, local apropriado e impecável. Tudo foi 100%, Tedx Blumenau!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *