02/março/2016

O TEDxBlumenauSalon e o Cidade Plural

As relações entre o que os speakers falaram e o projeto deste site


Jornalista, editor do Cidade Plural

Quando eu fui buscar a minha participação no TEDxBlumenauSalon: música, manifestações do ser, a intenção era apenas cobrir o evento, abrindo espaço no Cidade Plural também para inovação. Dos speakers anunciados, conhecia apenas Kaiser e Biz, proprietários do Ahoy e Factory, cuja a trajetória eu já conhecia. No entanto, o evento era para mim, editor do Cidade Plural. Algumas precisam ser destacadas. Foram experiências de vida contadas no evento que movem este projeto, recém lançado.

Thedy Corrêa, vocalista da banda Nenhum de Nós, foi um dos que falaram em transmissão em vídeo. Eu nunca fui fã da banda, e continuo não sendo, mas a sua apresentação no TEDx foi importante: o engajamento social da música, da arte. Corrêa defendeu que a música pode e deve ser um agente social, citando casos de canções suas que mudaram a vida de pessoas. “Se a gente tem uma missão aqui, há 28 anos, é que a humanidade não se extinga tão rapidamente”, declarou. Sim.

Giba Moojen, músico, produtor, criado do canal Nossa Toca no You Tube, subiu no palco do TEDxBlumenauSalon e contou sobre as experiências do seu projeto. “Nosso objetivo é que a gente seja feliz lá”, afirmou durante a apresentação e também no final para o Cidade Plural.

TEDxBlumenauSalonMúsica - Giba Moojen (Crédito Blink Studios)
Giba Moojen. FOTO: Blink Studios

Outra apresentação transmitida em vídeo, da artista americana Amanda Palmer, abordou o financiamento coletivo de projetos. Um álbum de uma banda dela vendeu 25 mil cópias e o selo da gravadora considerou baixo. Depois, em plataforma de financiamentos coletivos (já com outra banda), Amanda teve cerca de 25 mil pessoas colaborando, mas com uma arrecadação superior a U$ 1 milhão, um recorde no Kickstarter. Ou seja, o tamanho do público, em tese foi o mesmo, mas a forma de se relacionar com ele e de “pedir ajuda” trouxeram um resultado muito melhor.

O que isso tem a ver com o Cidade Plural?

São histórias que inspiram esse editor. Disse aqui, no primeiro editorial, que o jornalismo deve ser um agente da democracia, que não pode esquecer o seu papel social. Thedy Corrêa defende o mesmo para a arte, o engajamento com a sociedade onde atua. Giba Moojen contou que a produção do Nossa Toca tem o objetivo da felicidade, que ele se transforma, se reinventa a cada programa, um lição importante para quem coloca em prática novos projetos.

Por último, a relação do artista com o público que Amanda Palmer defende serve para o site também. O jornalismo não pode ser uma mera mercadoria, é preciso uma troca de experiências com os leitores. Kaiser e Biz, do Ahoy e Factory, sabem bem o que é isso. Arrisque falar mal de um dos bares nas redes sociais para ver a quantidade de gente que vai aparecer para defender eles. A conexão deles com os clientes impressiona.

Faço aqui um agradecimento público a Marina Melz, da Melz Assessoria de Imprensa e a organização do TEDxBlumenauSalon. O evento do último domingo (28) serve para inspirar, criar coragem…

Giovanni Ramos
Jornalista, editor do Cidade Plural

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