Os fundos culturais e o que esperar para 2017

28 de dezembro de 2016
Giovanni Ramos

Jornalista, editor do Cidade Plural
Vamo Siuni na Prainha. A população tomando a frente

Comenta-se nas redes sociais que 2016 foi um ano terrível para o mundo. Atribui-se ao “desastre” a morte de artistas famosos , as tragédias no futebol (com a Chapecoense e com um time de Uganda) e o conturbado mundo político que teve impeachment e um presidente da Câmara preso no Brasil, a vitória de Trump nos Estados Unidos e as escolhas de ingleses e colombianos para deixar a União Européia e rejeitar o acordo de paz na Colômbia.

A classe artística catarinense já lamentava as mortes nas artes, a perda de artistas internacionais consagrados como David Bowe, Prince e George Michael e de brasileiros como Ferreira Gullar, porém mais uma bomba caiu nesta semana, desta vez uma tragédia política sobre as políticas públicas para a Cultura (e também para o Turismo e o Esporte).

Leonel Pavan, político já folcórico e controverso de Santa Catarina, atualmente deputado estadual, será empossado como Secretário de Turismo, Cultura e Esporte em Janeiro. Em uma entrevista a uma rádio de Florianópolis defendeu o fim dos fundos para as três áreas.

Ou seja, se não bastasse a crise político-econômica nacional, as atitudes do atual presidente da República, que decidiu congelar os gastos públicos por 20 anos, se não bastasse as promessas do Prêmio Elizabeth Anderle e da volta do Prêmio Cruz e Souza terem ficado apenas para 2017, a classe artística precisará enfrentar um secretário disposto a cortar a fonte de recursos para inúmeros projetos culturais, esportivos e de turismo estado afora.

Se 2016 terminou ruim, 2017 precisará de mais movimentação, mais ação, mais luta da classe artística para manter a cultura na pauta pública.  Enquanto cidades no mundo como Lisboa investiram pesado e já colhem os frutos pela opção na economia criativa, o Brasil ainda possui políticos com uma mentalidade antiga, cujo investimento é o primeiro setor a ser cortado em uma crise.

O ano de 2017 também marcará o segundo mandato de Napoleão Bernardes na Prefeitura de Blumenau. Ainda não se sabe quem ficará com a Fundação Cultural de Blumenau e os rumos do Planejamento Urbano também não foram definidos. Espera-se que Ricardo Stodieck permaneça a frente do Turismo, um dos pontos positivos da gestão atual.

Será um ano para definições como no transporte coletivo, no destino do Frohsinn (assim espera-se) e o início de uma nova legislatura na Câmara. Independente de quem sejam os 15 que estarão lá, exige-se mais atenção com os assuntos da cidade e menos com as disputas políticas em Brasília. Mais proposições e ideias e menos abraços para os amigos na tribuna.

O ano que termina foi triste pelas vidas que se foram e revoltante pelas notícias políticas produzidas. Mas o Cidade Plural foi feito para apoiar e divulgar as pessoas que não esperam, que fazem acontecer. Foi feito para as pessoas que não querem uma cidade melhor e sim para aqueles que fazem algo por ela.

Vamos fazer um ano melhor em 2017? Vamos lutar pelos nossos direitos, fazer aquilo que precisa se feito. A cidade é Plural e o Cidade está aberto para todos que querem fazer. Entre em contato conosco pelo Facebook, Twitter, e-mail, acompanhe os nossos colunistas, seja um colunista.

Em 2017 queremos conectar as pessoas e ideais por uma cidade melhor! Feliz ano novo!

Jornalista, editor do Cidade Plural