11/agosto/2018

Politicamente poético e poeticamente político

Ramon Lima conta sobre a sua trajetória no Colmeia e sobre sua arte: a poesia

Ramon Lima na polimização do Colmeia, na Prainha (2018).

Desde 2014 participando de reuniões dos grupos de trabalho e moderador literário efetivo na edição deste ano, Ramon Lima, o poeta político, conversou com o Cidade Plural sobre sua trajetória no evento mais multicultural de Blumenau, além de falar sobre sua arte: a poesia.

Ele apresenta alguns de seus escritos no pequeno Auditório Willy Sievert, no Teatro Carlos Gomes, dia 25 às 16h30, durante o Colmeia 2018.

“Politicamente poético e poeticamente político. A apresentação compõe uma leitura dramática de poemas de cunho estético político e de ética radical. Expressa na poesia as contradições da sociedade de classes, do falso moralismo perante Deus e dos hábitos da nossa cidade provinciana. Fica o convite para um debate, perguntas e respostas por quem vos escreve”, diz o poeta.

Instigado pelo artista Clóvis Truppel (in memorian), começou a escrever em 2013, num insight durante o Vamo Siuni, que teve como uma das causas a reocupação da Prainha, fechada para reformas pelo poder público durante 4 anos.

No dia seguinte do encontro, Ramon conta que estava sentado na biblioteca da Furb, quando se viu rascunhando e colocando seus pensamentos sobre “a geografia e política da cidade” em papel.

“A experiência no exército, a convivência com a Trupe, aulas no curso de Direito, manifestações em junho de 2013. Uma série de acontecimentos acumulados que desencadearam uma série de poesias, a forma que eu conseguia me expressar. Entre minhas inspirações estão Leminski e o poeta blumenausense Marcelo Labes”.

Sobre o Colmeia, o jovem poeta diz que é um experimento e descoberta de um novo mundo com várias pessoas mostrando quem são através da arte e de uma relação de coisas.

“Toda a arte vai traduzindo minimamente uma realidade. Não é só falar do belo, da água que cai e do passarinho que canta”, pois ali, comenta Ramon, “as pessoas vão contando histórias”.

Desde 2016, a poesia de Ramon se concretiza em oito edições no formato de zines. Ele também organiza o Sarau Urgente, iniciado por Marcelo Labes, e continuado por Ramon desde a quinta edição, geralmente uma vez por mês, onde poetas e pessoas podem declamar poesias na Prainha, que vem sendo palco dessa mudança e evolução cultural da cidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *