16/setembro/2018

OPINIÃO: Um Colmeia por dia

Que artista que eu ainda não conheço você me indica?


Editora do Cidade Plural/Estudante de Jornalismo na Furb

Demorou um tempo para me encorajar a escrever uma reflexão sobre o Colmeia. Então, decidi escrever como define Jack Kerouac: em fluxo de consciência. São 7 anos de evento.  E todo ano, dois dias de concentração com mais de cem intervenções artísticas, com artistas de Blumenau e região. Este ano, pelo menos 140 atrações envolvidas. Eu falo nos artistas que se inscrevem para participar. Blumenau e região tem muito mais que isso. Gosto de expor esses números porque mostram a dimensão da cultura e arte que temos por aqui. É muito mais que os cartazes que você vê no mural e que custam aquilo que alguém que ganha um salário mínimo e sustenta uma família de pelo menos 4 pessoas não pode pagar.

Se eu disser que o Colmeia acontece no Teatro Carlos Gomes? Você sabe quanto custa? Pois é, não custa nada. Cultura e arte gratuita por dois dias. Artistas de bairro, gaveta e rua, em sua essência. Todos compartilhando um espaço pelo mínimo de aparição na cena.

Na edição deste ano, fiquei lá integralmente no evento. Sábado das 10h às 23h. Domingo das 10h às 22h. Quanta gente que passou. Quanta gente que passou e eu não vi também. Gente de diversos bairros, diversas tribos. Conheci pessoas, abracei, entrevistei, observei, absorvi. E o que define o evento: respeito e sintonia. E a partir disso o que eu defendo: Um Colmeia por dia.

Como? Fácil. Valoriza o artista. Acompanha. Curta. Ajuda. Critica. Dissemina. É um trabalho diário, de abelhas. No fim, temos o enxame coletivo.

A arte está aí, os espaços estão aí: Praças, Frohsinn, Prainha, beco, bar, rua, café da esquina. Vamos falar sobre a arte local. Vamos falar e contemplar os artistas. Que artista que eu ainda não conheço você me indica?

Foto: Ana Paula Dahlke

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