13/Abril/2016

Grito Rock – produção cultural independente em debate

Exemplos de Florianópolis e Itajaí/Balneário Camboriú foram discutidos em evento na Furb


Jornalista, editor do Cidade Plural

boi

Qual o espaço para a música autoral na região? Os bares da cidade abrem espaços para os grupos musicais que, ao invés de tocarem covers, investem em músicas próprias? A união das bandas em prol do som autoral esteve em debate na terça-feira (12) no auditório do Galpão de Arquitetura da Furb. O evento integra o Grito Rock, maior festival independente de rock do mundo que tem sua primeira edição em Blumenau neste ano.

Produtor cultural e organizador do Grito Rock, Diego Lottin convidou os jornalistas, músicos e produtores Dane Souza e Ruca Souza, integrantes do BOI – Bandas Organizadas Independente, um movimento que integrou bandas de rock do Litoral Norte do Estado para conversarem com músicos blumenauenses sobre o tema.

Ainda na abertura, Lottin falou da importância das bandas se unirem para trabalhar em prol do som autoral e não ver a outra banda como uma concorrente. “Nós temos mapeados 15 bares em Blumenau que abrem as portas para apresentações ao vivo. Não dá para dizer que não tem espaço. Se a casa não está abrindo para as bandas separadamente, por que não tentar em coletivo?”, comentou.

Criado no fim de 2014, a BOI possui hoje 17 bandas de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. Nesse período, o coletivo já se apresentou no teatro de Balneário e hoje possui agenda fixa no Gas Station Pub. Toda segunda quinta-feira tem BOI no bar, com três bandas, duas do coletivo e uma convidada.

“Quando nós levamos o projeto para o Gas Station, eles também tinham dúvidas. Tanto que se surpreenderam com o resultado, com o bom público presente”, contou Ruca. “Os bares não possuem restrições ao som autoral, eles querem um bom público na casa, querem vender cerveja”, completou Dane Souza.

Via Hangout, Geraldo Borges, falou de Florianópolis sobre o Clube, outro movimento de bandas autorais, iniciado em 2011, responsável por conseguir que novos bares da Capital abrissem para grupos com músicas próprias. “Nossas primeiras apresentações foi num puteiro mesmo”, comentou logo na abertura do debate.

No fim, músicos presentes tiraram dúvidas com os convidados. “Eu acredito que gerou uma grande possibilidade de quem esteve aqui entender qual o seu papel. Existe sim, as chances de uma articulação entre as bandas de Blumenau e região”, afirmou Lottin.

Giovanni Ramos
Jornalista, editor do Cidade Plural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *