17/Março/2018

Fundação Cultural de Blumenau recebe oito esculturas “Os Gatos de Edith”

Edith Gaertner é lembrada como uma mulher muito à frente de seu tempo


Editora do Cidade Plural/Estudante de Jornalismo na Furb

Em março, o Horto Botânico da Fundação Cultural de Blumenau recebe as obras Os Gatos de Edith, uma exposição permanente e pública.

A cerimônia de inauguração das esculturas ocorre no dia 22 de março, às 14h30min, no Horto Botânico Edith Gaertner, na Fundação Cultural de Blumenau, com entrada gratuita e aberta ao público.

Os Gatos de Edith é patrocinado pelo Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Blumenau.

“A ideia desta exposição é consequência de um outro trabalho desenvolvido anteriormente que foi a Sittah, escultura em cerâmica e ferro, representativa de um dos nove gatos que tem seu túmulo citado no Cemitério dos Gatos. O sucesso deste trabalho nos levou a pensar em um desafio ainda maior: criar os outros oito gatos que estão representados nos túmulos do Cemitério dos Gatos, na FCBlu”, explica Gogo Casas, coordenadora do projeto.

As esculturas, decorrentes de projetos propostos pelas artistas do Barbotina foram elaboradas parte em ferro, parte em cerâmica.

 

OFICINA

No dia 28 de março, das 14h às 17h, ocorre uma Oficina de Cerâmica – Os inusitados gatos de cerâmica.

Já no dia 9 de abril, das 10h às 12h e das 14h às 16h, ocorre a Capacitação para visitas guiadas, caminhada cultural para condutores culturais, professores, arte-educadores, mediadores, estagiários, no Horto Botânico Edith Gaertner.

As ações ocorrem na Fundação Cultural de Blumenau, são gratuitas e a inscrição pode ser feita pelo gatosdeedith@gmail.com

EDITH GAERTNER

Filha do cônsul alemão Victor Gaertner e de Rose Gaetner, é lembrada como uma mulher muito à frente de seu tempo. Sua mãe Rose foi um dos grandes nomes da cultura de Blumenau. Edith teve a juventude guiada por essa veia artística. Não tinha o sonho de se casar, como era comum na época, seus anseios foram canalizados para o teatro.

Estudou na Academia de Arte Dramática, em Berlim, viajou por toda a Alemanha e apresentou seu talento nos mais renomados palcos de teatro de Viena, Dresden, Leipzig, entre outros. Durante 20 anos viveu intensamente o meio cultural europeu.

Em 1924, retornou a Blumenau para cuidar dos irmãos solteiros. O retorno foi marcado pela mudança radical de seus hábitos e estilo de vida. A atriz se refugiou entre livros, animais e o parque nos fundos de sua casa. Era apaixonada pela natureza, pelas flores e pelos gatos, seus fiéis companheiros.

Seu apego era tão grande que quando morriam eram enterrados em um bucólico recanto, com direito a funeral, cortejo fúnebre e túmulo próprio, nos fundos de sua casa, o que deu origem ao primeiro e único cemitério de gatos do mundo.

Em sua época, chegaram a ser 50 sepulturas, apenas 9 foram preservadas e identificadas com os nomes de: Pepito, Mirko, Bum, Peterle, Musch, Schnur, Sittah, Putze e Mirl.

Essas particularidades, fizeram que com o passar do tempo o Cemitério dos Gatos, localizado no Horto Botânico Edith Gaertner, na Fundação Cultural de Blumenau, se tornasse um ponto turístico para Blumenau, de transmissão de conhecimentos e interpretação do patrimônio histórico para alunos da rede de ensino pública e particular que visitam as instalações.

 

 

 

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